segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Décima Quinta


Na décima quinta ilha ouvi essa musica vindo de um fusca náutico com GPS:

A Mulher Que Eu Amo

Roberto Carlos


A mulher que eu amo
Tem a pele morena
É bonita, é pequena
E me ama também

A mulher que eu amo
Tem tudo que eu quero
E até mais do que espero
Encontrar em alguém

A mulher que eu amo
Tem um lindo sorriso
É tudo que eu preciso
Pra minha alegria

A mulher que eu amo
Tem nos olhos a calma
Ilumina minha alma
É o sol do meu dia

Tem a luz das estrelas
E a beleza da flor
Ela é minha vida
Ela é o meu amor

A mulher que eu amo
É o ar que eu respiro
E nela eu me inspiro
Pra falar de amor

Quando vem pra mim
É suave como a brisa
E o chão que ela pisa
Se enche de flor

A mulher que eu amo
Enfeita a minha vida
Meus sonhos realiza
Me faz tanto bem

Seu amor é pra mim
O que há de mais lindo
Se ela está sorrindo
Eu sorrio também

Tudo nela é bonito
Tudo nela é verdade
E com ela eu acredito
Na felicidade

Tudo nela é bonito
Tudo nela é verdade
E com ela eu acredito
Na felicidade...


Imagem de Autor desconhecido

Musica A Mulher Que Eu Amo - Roberto Carlos


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Curtas


Caralho, to cansado que me apontem o dedo puta-que-ô-pariu, porque cada um não faz o seu e deixa que os outros façam o que quiserem?

Cansado de caminhar sozinho, me sinto na roda do arremessador de facas. Eu acho que ele ta tentando acertar. As pessoas jogam criticas, problemas, defeitos como se fossem de borracha, mas no fundo elas parecem estar querendo te acertar, te ferir. Depois de uma hora pra outra te chamam de máximo, parecido contigo, mesmo trejeitos. Tá foda, uma porrada atrás da outra e as cobranças não param.

Vontade de sumir, se eu sumir eles vão só me elogiar, é uma hipocrisia do caralho. Te criticam quando você esta perto, mas se você desaparece são puro elogio.


Qual é a graça da vida se é na morte que dão valor as coisas?


Exijam de vocês! Procurem alternativas porque eu pretendo me despedir cedo desse mundo. Assim que eu realizar o que eu quero essa vida já não fará mais sentido para mim.

Que tristeza come o meu peito. Provavelmente a minha alma se desprendendo do meu corpo.


A noite escura eu caminho com as baratas kafkianas. Metamorfose.


Tenho medo, de que eu tenho medo? Não tenho nada a perder e ainda assim tenho medo.


Imagem de Greg Olsen

Música Tal do Amor - Jay Vaquer

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Curtas


Procurei,

Acordei com o Senhor Martinho.

Imagem de Vivre sa vie, 1962 - Jean-Luc Godard
Música Mulheres - Martinho da Vila

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Curtas


Enquanto a academia dentro de sua fortaleza faz leituras enfadonhas de defuntos que ela insiste em ressuscitar o mundo lá fora grita batendo na porta de entrada. Apitaço, megafone, gritos de baderna, tudo que a academia parece ter abdicado pela leitura mortuária dos filósofos. Apresenta-se como um mausoléu e dentro dele se debatem aqueles poucos pensadores que ainda se reviram nos túmulos aos quais foram submetidos. A filosofia apesar de tudo ainda vive, vive na inocência das crianças que entram porta adentro do mausoléu.

Antes que sejam presos na cruz que idolatramos temos de salva-los para que eles e não nos, que já não temos essa força, quebrem as paredes do mausoléu e devolvam a filosofia ao mundo, lugar de onde nunca devia ter saído (se é que algum dia ela já tenha pertencido). Não vou aqui contra a história da filosofia portanto que ela não se torne o grilhão que prende o nosso pensamento. Se a história da filosofia tiver a necessidade de ser grilhão então essa historia tem que ser negada.


Pensar dói isso é certo, porém, também é prazeroso, talvez sejamos ao invés de amigos da sabedoria masoquistas do saber.


As cadeiras rangem no silêncio das leituras mortuárias.


Eu os odeio, sei que me olham e quando ô fazem, me coisificam. Isso me irrita, não queria que me vissem.

Queria ser invisível.


mestre-discípulo-mestre-discípulorevolucionário


Vamos quebrar a corrente.


Imagem de Johannes Vermeer

Artigo da Obvious

Musica Mora na Filosofia - Caetano Veloso


domingo, 3 de outubro de 2010

Curtas


Só gosto de ler o jornal pela manhã. Conforme o dia vai passando sinto como se aquelas notícias impressas pela manhã tivessem ficado velhas.


Como constituir idéias novas dentro de velhos modelos. Esse é o meu problema com a política nacional. E acho realmente que á uma supervalorização do voto.


Meu corpo é um tabernáculo de drogas sintéticas. Oh yeh, baby!


Imagem de William Holman Hunt

Musica Construção - Chico Buarque



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Curtas


O cigarro entre os meus dedos.


Aceso.


Queima, um filete de fumaça dança ao sabor do vento, lembrando o bailar de uma lenta valsa de Beethoven escritas no período em que já encontrava surdo. Olhando-o parei de vê-lo pela primeira vez, foi estranho, mas passando o desconforto inicial pude aproveitar as sensações que o mesmo me colocava. Entre meus dedos trêmulos ele se consumia e com a ponta amarelada deixava um rastro de cinzas que insistiam em se agarrar ao filtro que parecia não as quer mais, elas haviam sido expulsas. Tive nojo do ser do cigarro que pendia em outro ser que era a minha mão, aquele amarelar cheirando a fumaça me era estranho, eram estranhos a mim, na verdade minha mão mesma era estranha a mim. O mundo se tornou um outro, tão distante, tão não-eu que tive medo, medo que ele por vontade própria quisesse me consumir. E parecia que conforme queimava, queimava a mim também.


Estou cansado, tiraram a beleza do mundo.


Analisam o mundo como o escultor que observa a sua obra, como se tevesse saído deles a beleza e no seu desvelamento subjetivo mascaram o real através de mesquinharias egoístas. Não sei se o mundo é ou se sou eu que o faço ser, acho que os dois acontecem ao mesmo tempo. Então na medida em que me modifico o mundo ao redor também muda, mas não muda por inteiro, existe algo de duro, sólido, compacto no mundo mesmo que eu nem ninguém será capaz de talhar ou modificar, JAMAIS.



Colocamos a sílaba “pós” nas palavras e achamos que com isso representamos algo. Se não possui identidade própria é porque não é. Nada de nomearmos pós nada, por favor.

Imagem de Paul Gauguin

Musica Estrangeiro - Caetano Veloso