Idéias, filosofia, pensamentos. Tudo junto, misturado e triturado. Separado em adição, mal dosado.
domingo, 19 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
Curtas

Coisas que chegam na ilha:
"- Você me ama?
- Você é meu filho.
- Mas você me ama?
- Mais ou menos...
- Hum...
- E você me ama?
- Daria tudo pra ter metade do talento que você tem...Eu tenho talento?
- Não.
- Nenhum?
- Nenhum.
- Quando foi que você perdeu o interesse em mim?
-...Vamos embora hoje...
- Mas eu não posso ir hoje...
- Você gostou dela, menos mal, pensei que fosse gay..."
(livre adaptação de “xxy”)
Eu, o outro. Norma, a exceção. Simples, o complexo. Toda minoria já sentiu o que é não fazer parte de um grupo. Todo grupo sabe o que é desprezar um outro grupo. A multiplicidade de nossa espécie não está em nosso gênero nem em nossa raça, essa noções existem, mas são extremamente ínfimas perante uma diversidade do que aqui chamarei de cultural. Cultural em um sentido mais abrangente de opinião, onde gostos, tendências, religião, mídia, e etc, tudo se mistura e influi no eu, toda complexidade do outro. Ele não deixa de ser Eu e nem o outro de não ser ele, mas nessa invasão muito do que somos se choca com o que gostaríamos ou não de ser, de forma resumida, com tudo o que não somos. O ser humano é volúvel acima de tudo, e nessa volubilidade adquirimos o dom da escolha, o dom de trilharmos nosso próprio caminho, e visto a grande gama de opções a qual nos impõem o mundo não podemos dizer hoje que escolhas sejam feitas de forma errada ou certa dentro de um padrão moral e social que é tão fragmentado e múltiplo quanto o próprio homem. Mas então por que certas ações ainda tanto nos chocam, será que é porque batem de frente com o que somos e com o que não queremos ser? Será que é quando o outro faz algo do qual não admitimos pra nos é que não conseguimos compreendê-lo? É no limite que se impõem a relação social, a relação humana, no limite do que não sou que vejo o outro se formando.
Imagem da Divulgação do Filme (XXY)
domingo, 5 de abril de 2009
Chuvia chuviscos
“Chuvia chuviscos, e no charco chapinhava o petiz”
Agora eu entendi, e como é bonito. Engraçado pensar que a preguiça em tentar te entender possa ter me privado do sublime prazer. Titularei este escrito como parceria, pois não pretendo criar nada onde não vejo nada que lhe falte, também não posso chamar de filosófico, pois não pretendo pensar ou refletir mais simplesmente expor sentimento. Assim é parceria por ter me despertado algo, da mesma forma que tantas outras coisas que já li. Não que haja por traz da frase ou por traz desse comentário qualquer interesse que não o estético, e ademais posso dizer do espanto estético. Não sou um homem de poucas palavras, não me apego a palavra alguma, porém gosto de telas por perto, entretanto confesso que dessa frase pouco compreendi. A linguagem travava minha apreciação e isso me inquietou, afinal precisamos ou não ter pré-conceitos, pré-informações, para que algo belo nos atinja? Mas também tenho de confessar que algo na frase me penetrou e ai mora minha inquietação, como por traz da frase cujo sentido não compreendi por completo algo possa ter me atingido. Afinal se não compreendo, o que me atinge? Tenho mais perguntas do que respostas, mas isso não torna a questão difícil só faz com que nela fiquemos mais tempo pensando. E esse tempo eu não meço no relógio, mas sim no menino, nesse tempo infinito da velha infância.
Depois de tudo o que eu tenha dito o leitor não venha ter um espanto como o meu, ou a imagem não lhe assole de maneira tão forte, mais o que eu disse, o que me inquietou já deve ter inquietado o leitor em outros momentos em outras leituras.
Imagem de Henri Cartier-Bresson
Gritado Por:
Ailatan Do Contrario - http://contrariandoocontra.blogspot.com/
Adrian Troccoli - http://criticareconstrutiva.blogspot.com/