sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Curtas


Caralho, to cansado que me apontem o dedo puta-que-ô-pariu, porque cada um não faz o seu e deixa que os outros façam o que quiserem?

Cansado de caminhar sozinho, me sinto na roda do arremessador de facas. Eu acho que ele ta tentando acertar. As pessoas jogam criticas, problemas, defeitos como se fossem de borracha, mas no fundo elas parecem estar querendo te acertar, te ferir. Depois de uma hora pra outra te chamam de máximo, parecido contigo, mesmo trejeitos. Tá foda, uma porrada atrás da outra e as cobranças não param.

Vontade de sumir, se eu sumir eles vão só me elogiar, é uma hipocrisia do caralho. Te criticam quando você esta perto, mas se você desaparece são puro elogio.


Qual é a graça da vida se é na morte que dão valor as coisas?


Exijam de vocês! Procurem alternativas porque eu pretendo me despedir cedo desse mundo. Assim que eu realizar o que eu quero essa vida já não fará mais sentido para mim.

Que tristeza come o meu peito. Provavelmente a minha alma se desprendendo do meu corpo.


A noite escura eu caminho com as baratas kafkianas. Metamorfose.


Tenho medo, de que eu tenho medo? Não tenho nada a perder e ainda assim tenho medo.


Imagem de Greg Olsen

Música Tal do Amor - Jay Vaquer

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Curtas


Procurei,

Acordei com o Senhor Martinho.

Imagem de Vivre sa vie, 1962 - Jean-Luc Godard
Música Mulheres - Martinho da Vila

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Curtas


Enquanto a academia dentro de sua fortaleza faz leituras enfadonhas de defuntos que ela insiste em ressuscitar o mundo lá fora grita batendo na porta de entrada. Apitaço, megafone, gritos de baderna, tudo que a academia parece ter abdicado pela leitura mortuária dos filósofos. Apresenta-se como um mausoléu e dentro dele se debatem aqueles poucos pensadores que ainda se reviram nos túmulos aos quais foram submetidos. A filosofia apesar de tudo ainda vive, vive na inocência das crianças que entram porta adentro do mausoléu.

Antes que sejam presos na cruz que idolatramos temos de salva-los para que eles e não nos, que já não temos essa força, quebrem as paredes do mausoléu e devolvam a filosofia ao mundo, lugar de onde nunca devia ter saído (se é que algum dia ela já tenha pertencido). Não vou aqui contra a história da filosofia portanto que ela não se torne o grilhão que prende o nosso pensamento. Se a história da filosofia tiver a necessidade de ser grilhão então essa historia tem que ser negada.


Pensar dói isso é certo, porém, também é prazeroso, talvez sejamos ao invés de amigos da sabedoria masoquistas do saber.


As cadeiras rangem no silêncio das leituras mortuárias.


Eu os odeio, sei que me olham e quando ô fazem, me coisificam. Isso me irrita, não queria que me vissem.

Queria ser invisível.


mestre-discípulo-mestre-discípulo≠revolucionário


Vamos quebrar a corrente.


Imagem de Johannes Vermeer

Artigo da Obvious

Musica Mora na Filosofia - Caetano Veloso