domingo, 12 de julho de 2009

A Cartomante - Prólogo



Miro olhava quase sem piscar para a mulher a sua frente. Cega de um olho, com apetrechos que lhe pareciam pesar o corpo, a mulher lhe passava uma imagem, apesar de tranqüila, angustiante. “E então?” perguntou Miro. A mulher virou mais uma carta e com a voz doce porém cortante disse:

- Você morrerá em trinta dias.

(Continua)

Imagem de Joan Miró

domingo, 5 de julho de 2009

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Se,...

















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Imagem de Max Ernst

domingo, 28 de junho de 2009

Curtas


Desço escadas que sobem enquanto um pássaro sem asas com quatro patas nada atrás de mim. Por mais que eu corra não consigo me afastar do animal. Vejo uma seta e um homem com uma mala na mão, ele me dá uma chave prateada. A chave é uma porta que mesmo pequena ainda me permite entrar, porém o animal grande demais fica preso do outro lado da entrada. Estou em uma praia e meus pés gelam, minha boca seca procura a água do mar. Não a bebo e mesmo assim fico embriagado com o seu cheiro. O homem com a mala novamente aparece ao meu lado, dessa vez ele abre a mala e lá de dentro sai o pássaro, eu, bêbado, não consigo fugir. Ele me engole e lá acho Jonas. Pergunto aonde esta a saída e ele me aponta um canto, vou até o canto mais não vejo nada, ele trás um coração em sua mão esquerda que brilha iluminando o caminho. No canto vejo escrito a palavra fé. Pronuncio-a sem querer em voz alta, ela se contorce, Jonas se afasta, novamente o passaro surge e novamente me engole. Dessa vez o homem da mala é quem esta lá dentro, antes que ele possa abrir a mala eu pulo em cima dele o mais rápido que posso, afastando a mala pergunto lhe o que é tudo isso. O homem se transformado em peixe e responde: “é sur-real” e me engole de novo.

Imagem de René Magritte